quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pergunta 16: Qual a diferença entre alma e espírito?

A Bíblia usa palavras e contextos diferentes para descrever "alma" e "espírito". De fato, até de maneira ilustrativa, ela destaca a diferença entre estas duas coisas em Hebreus 4:12: "Porque a palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma+ e do espírito, e das juntas e da [sua] medula, e [é] capaz de discerniros pensamentos e as intenções do coração."
O “espírito , em hebraico: rú·ahh e em grego pneú·ma, tem significa totalmente diferente de “alma”, em hebraico né·fesh e em grego psy·khé. Rúahh (hebraico) significa "vento, sopro", parecido com pneúma (grego), que significa "respirar" ou "soprar". Portanto, conclui-se que o sentido geral de "espírito" na Bíblia, segundo o significado de suas palavras, é "fôlego".(Lexicon in Veteris Testamenti Libros, de Koehler e Baumgartner, Leiden, 1958, pp. 877-879;Hebrew and English Lexicon of the Old Testament, de Brown, Driver e Briggs, 1980, pp. 924-926; Theological Dictionary of the New Testament, editado por G. Friedrich, traduzido para o inglês por G. Bromiley, 1971, Vol. VI, pp. 332-451.)
Néfesh (hebraico) significa "ser, a pessoa em si" e psykhé (grego) significa "respirar". Portanto, de maneira geral, pode-se concluir que a palavra é empregada para definir uma pessoa em si. (Journal of Biblical Literature (Revista de Literatura Bíblica; Vol. XVI, p. 30), professor C. A. Briggs; The New York Times, 12 de outubro de 1962; The New American Bible (A Nova Bíblia Americana), em seu “Glossário de Termos de Teologia Bíblica” (pp. 27, 28); Lexicon in Veteris Testamenti Libros; Leiden, 1958, p. 627), de Koehler e Baumgartner). 
Diante disso, vemos uma grande diferença na etimologia de alma e espírito. E quanto ao que a Bíblia ensina sobre estas coisas. O que seria então alma? E o espírito? Opine, pergunte, comente e aprenda!

Pergunta 15: Devem os cristãos usarem de santos na adoração?

Segundo o ensinamento católico romano, os santos são os que morreram e estão agora com Cristo no céu, sendo reconhecidos pela Igreja pela sua notável santidade e virtude. O artigo de fé de Trento diz que os santos devem ser invocados quais intercessores junto a Deus, e que tanto as relíquias como as imagens dos santos devem ser veneradas. Outras religiões também invocam a ajuda dos santos. Algumas religiões ensinam que todos os seus membros são santos e isentos de pecado. A Bíblia faz muitas referências a santos. Os anjos também são “santos”. (Atos 10:22, Bíblia de Jerusalém)
Mas a Bíblia não diz apenas que os santos estariam no céu. Por exemplo, Atos 9:32, 36-41 (Bíblia de Jerusalém) diz: “Pedro, que percorria todas essas regiões, foi ter também com os santos [ha·gí·ous] que habitavam em Lida. Havia em Jope, entre os discípulos, uma mulher chamada Tabita [que morrera] . . . [Pedro] voltando-se para o corpo, disse: ‘Tabita, levanta-te.’ Ela abriu os olhos, cravando-os em Pedro, e sentou-se. Pedro estendeu-lhe a mão e levantou-a. Chamou os santos e as viúvas, e a apresentou a eles viva.” Claramente, estes santos ainda não estavam nos céus, tampouco apenas um indivíduo notável como Pedro era considerado santo.(2 Cor. 1:1; 13:12)
Sim, os santos não são apenas pessoas que estão no céu, mas a Bíblia se refere aos santos como aqueles que são "batizados em espírito santo", quais seguidores de Jesus. (1 Cor. 12:13; Rom. 8:15-17) Como aqueles seguidores de Jesus, no primeiro século, poderiam de alguma maneira utilizarem-se de si mesmos na sua adoração? Não faria nenhum sentido. Ao contrário! A simples ideia de veneração para com qualquer um deles era abominável. Por exemplo, em Atos 10:25, 26 diz  (Bíblia de Jerusalém): “No momento em que Pedro chegou, Cornélio veio a seu encontro e, caindo-lhe aos pés, prostrou-se. Pedro, porém, o reergueu, dizendo: ‘Levanta-te. Eu também sou apenas um homem.’” Visto que Pedro não aprovou taladoração quando estava presente em pessoa, será que nos incentivaria a nos ajoelhar diante de sua imagem? Veja também Apocalipse 19:10. Ao ajoelhar-se perante o anjo, João estava cometendo um erro. "Prostrei-me então diante dos seus pés para adorá-lo.Mas ele me diz: “Toma cuidado! Não faças isso! Sou [apenas] co-escravo teu e dos teus irmãos, que têm a obra de dar testemunho de Jesus. Adora a Deus; pois, dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar.” 
Se os próprios apóstolos recusavam-se de receber adoração enquanto vivos, se os anjos em sua magnificência recusavam-se receber adoração enquanto espíritos, será que os cristãos verdadeiros devem venerar a santos? (Atos 14:11-17) 
Na realidade, a Bíblia mostra que, após os últimos dias, apenas Deus, como o objetivo inicial de Sua criação, é quem será adorado por toda a eternidade. (1 Coríntios 15:27,28)
E quanto à utilização de santos como intercessores?
Jesus Cristo disse: “Rezai, pois, assim: Pai nosso, que estais nos céus, . . .” Portanto, as orações devem ser dirigidas ao Pai. Jesus também disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. Se pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei.” (Mateus 6:9; João 14:6, 14, Missionários Capuchinhos) Assim, Jesus excluiu a idéia de que qualquer outro pudesse desempenhar o papel de intercessor. O apóstolo Paulo acrescentou com respeito a Cristo: “Aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós.” “É capaz de salvar totalmente aqueles que, por meio dele, se aproximam de Deus, visto que ele vive para sempre para interceder por eles.” (Romanos 8:34; Hebreus 7:25, Bíblia de Jerusalém) Se realmente desejamos que nossas orações sejam ouvidas por Deus, não seria sábio aproximar-nos de Deus do modo como a sua Palavra orienta, através de Jesus Cristo que morreu por nós?
Efésios 6:18, 19, (Bíblia de Jerusalém) diz: “Vigiai com toda perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim, para que, quando eu abrir os meus lábios, me seja dada a palavra para anunciar com ousadia o mistério do evangelho.” Dá-se aqui incentivo para que se ore pelos santos, mas não a eles, nem por intermédio deles.
Opine, pergunte, questione! Devem os cristãos usarem de santos na adoração?

terça-feira, 18 de junho de 2013

Pergunta 14: Devem os cristãos envolverem-se com a política?

A relação entre política e religião é tão antiga quanto a própria civilização. O próprio Israel tinha seus líderes designados por Deus. (1 Crônicas 28:4; Juízes 2:16) Entretanto, eles tinham um objetivo específico: precederem ao Messias, o Príncipe da Paz. (2Samuel 7:12-16; 1Crônicas 17:11-14; Isaías 9:6, 7) De fato, quando Jesus chegou, ele deixou claro: “Tenho-lhes dado a tua palavra, mas o mundo os tem odiado, porque não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo. Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eunão faço parte do mundo.” — João 17:14-16.
Deveras, os inimigos de Jesus até tentaram envolverem ele na política com perguntas capiciosas, mas Jesus sempre escusou-se e não se envolveu em suas questões. (Marcos 12:16,17; João 6:10-15; 19:21) Sendo assim, será que a Bíblia apoiaria que os cristãos verdadeiros se envolvessem com a política? Até que ponto a cidadania envolve um cristão? Responda e aprenda!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pergunta 13: Será que Deus aprova a participação dos cristãos verdadeiros nos chamados dias santificados?

Os feriados e dias santificados são comuns em praticamente todas as culturas. Os próprios judeus possuíam muitas festividades específicas, como as Festividade das Barracas, a Páscoa (Pessach), a Festividade dos Pães Não-Fermentados, etc. (Êxodo 23:15, 16; Levítico 23:34-36) Segundo a Bíblia, as festividades eram estipuladas pela Lei Mosaica, tendo sua celebração até mesmo regulamentada por esta Lei, e cujo significado era lembrar atos de Deus para com seu povo, além de servirem como paralelos proféticos, de serem importantíssimas ocasiões para a adoração a Deus e de alegria para o povo. (Êxodo 10:9;12:24-27; 34:18-24; Isaías 30:29) Entretanto, a Bíblia fala que "Cristo é o fim da Lei" (Romanos 10:4) De fato, a observância de festividades era motivo de discordâncias entre os primeiros cristãos de origem judaica e gentia, visto que alguns tinham tendências judaizantes. Paulo em suas cartas sempre mencionava isto e, por inspiração, deixou claro: "Pois todos os que dependem de obras da lei estão sob maldição; porque está escrito: “Maldito é todo aquele que não continuar em todas as coisas escritas no rolo da Lei, a fim de as fazer.” Além disso, é evidente que pela lei ninguém é declarado justo diante de Deus, porque “o justo viverá em razão da fé”. Ora, a Lei não adere à fé, mas “quem os cumprir, viverá por meio deles”; e ele continua: "Não obstante, quando não conhecíeis a Deus, então foi que trabalhastes como escravos para os que por natureza não são deuses. Mas, agora que viestes a conhecer a Deus, ou, antes, agora que viestes a ser conhecidos por Deus, como é que retornais novamente às coisas elementares, fracas e mesquinhas, e quereis novamente trabalhar como escravos para elas? Observais escrupulosamente dias, e meses, e épocas, e anos. Temo por vós, que de algum modo eu tenha labutado em vão com respeito a vós. (Gálatas 3:10-12; 4:8-11) Portanto, se festividades judaicas passaram a não ser mais celebradas pelos primeiros cristãos, que diria de festividades pagãs das outras nações? É o caso do Dia de Santo Antônio, por exemplo, que teve origem na Lupercalia romana. (The World Book Encyclopedia, edição de 1973) A bem dizer, praticamente todos os feriados atuais têm origem e costumes pagãos. Assim, será que suas celebrações são aceitáveis para Deus? Será que deus santificaria tais celebrações tornando de algum modo válidas? Será que há base bíblica para isso? Responda e aprenda!


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pergunta 12: Será que os cristãos verdadeiros podem pegar em armas?

As Escrituras Hebraicas (VT), em especial, falam repetidas vezes do uso de espada, lança, escudo e de outras armas literais. De fato os israelitas usavam armas em suas guerras ordenadas pelo próprio Jeová. (Números 21:14) No entanto, nas Escrituras Gregas (NT), Jesus deixou claro: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada." (Mateus 26:52) Assim, será que os cristãos poderiam usar armas? Isto valeria tanto para guerras quanto às funções armadas, como policial, segurança, etc?

Pergunta 11: O que é o Hades?


Esta é a transliteração comum para o português da palavra grega correspondente, haí·des. Talvez signifique “o lugar não visto”. A palavra “Hades”, ao todo, ocorre dez vezes nos mais antigos manuscritos das Escrituras Gregas (NT). A palavra é usada em alguns lugares no lugar do em português "inferno" e não significa sepulcro (gr.: tá·fos), nem a um único túmulo (gr.: mné·ma), nem a um único túmulo memorial (gr.: mne·meí·on). A Bíblia diz que o próprio Jesus foi para o hades. (Atos 2:25-27, 31) E ainda que o Hades será destruído no "lago de fogo". (Apocalipse 20:13,14) 

Portanto, o que é o Hades mencionado na Bíblia? Será que existe o inferno de fogo fervorosamente defendido pela grande maioria da Igrejas da Cristandade?

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Pergunta 10: Exige-se algum ritual para se fazer uma oração?

A Bíblia fala que Deus é "Ouvinte de oração". (Salmo 65:2) A oração faz parte da adoração a Deus e demonstra reverência e comunicação com Ele. Salomão, por exemplo, "dobrou seus joelhos" para orar e Daniel orava constantemente, até "três vezes por dia", também de joelhos. (2 Crônicas 6:13; Daniel 6:10.) Será que isto significaria que exige-se orar a Deus de joelhos ou numa posição específica? Será que há algum ritual de clamores ou gestos para se achegar a Deus em oração? O que a Bíblia ensina?